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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nexo Causal em Neurotoxicologia Ocupacional

No dia desta palestra eu estava bem nervoso e a gravação ficou muito baixa. Mas meu impulso maior foi o fato de um dos anfitriões ter manifestado uma agressividade inimaginável sobre as pessoas que procuram auxílio médico após exposição à agentes químicos neurotóxicos, generalizando assim: "essas pessoas não tem nenhum efeito tóxico importante e só querem saber de processar alguém". Tive que usar na minha palestra na Conferência Internacional em Neurotoxicologia realizada em Rochester, NY - registrada no vídeo abaixo - um tom bem mais panfletário do que seria recomendável para a minha reputação. Mas eu tinha que dizer: o estudo da neurotoxicologia clínica não é uma preocupação desnecessária, muito pelo contrário.

Parte 1:






Parte 2:





Parte 3:


sábado, 6 de junho de 2009

As ameaças ambientais ao cérebro humano

“O cérebro humano corre um risco gerado por si mesmo. (...) é [simultaneamente] o alvo dos nossos erros sobre o ambiente, mas também é o ponto de partida desses erros. Por outro lado, nosso cérebro pode originar as soluções para consertar tais problemas. Nosso cérebro é vítima, causador e mitigador das nocivas alterações ambientais que prejudicam a percepção, a cognição e as emoções das pessoas, sua capacidade de reproduzir e amadurecer. A educação de baixa qualidade, a poluição, a falta de saneamento básico, a dieta pobre em nutrientes, e o uso indiscriminado de agrotóxicos em nossos alimentos são fatores que, associados, contribuem para um ambiente psicossocial degradado (...) Milhões de pessoas estão sofrendo de declínio em sua inteligência. Logicamente proteger o cérebro das futuras gerações deveria ser uma prioridade ambiental – mas não é.”

(extraído de Christopher Williams, no livro Terminus Brain: The Environmental Threat to Human Intelligence.)

Rachel Carson: uma pioneira corajosa (e injustiçada)

Palavras inspiradoras que jamais devem ser esquecidas:

"É uma ironia pensar que o homem possa determinar seu próprio futuro por meio de algo tão aparentemente trivial como a eleição de uma pulverização com pesticidas. Se corre este risco – por quê? [...] Como podem os seres inteligentes procurarem dominar algumas espécies indesejadas através de um método que contamine tudo em sua volta e traga a ameaça de enfermidade e também da morte de sua própria espécie?"

(Rachel Carson, no livro “Silent Spring” [Primavera Silenciosa], de 1962, o qual denunciou ao mundo efeitos deletérios do DDT, e que culminou no banimento e/ou restrição do uso dessa substância em diversos países.)
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