(extraído de Christopher Williams, no livro Terminus Brain: The Environmental Threat to Human Intelligence
sábado, 6 de junho de 2009
As ameaças ambientais ao cérebro humano
“O cérebro humano corre um risco gerado por si mesmo. (...) é [simultaneamente] o alvo dos nossos erros sobre o ambiente, mas também é o ponto de partida desses erros. Por outro lado, nosso cérebro pode originar as soluções para consertar tais problemas. Nosso cérebro é vítima, causador e mitigador das nocivas alterações ambientais que prejudicam a percepção, a cognição e as emoções das pessoas, sua capacidade de reproduzir e amadurecer. A educação de baixa qualidade, a poluição, a falta de saneamento básico, a dieta pobre em nutrientes, e o uso indiscriminado de agrotóxicos em nossos alimentos são fatores que, associados, contribuem para um ambiente psicossocial degradado (...) Milhões de pessoas estão sofrendo de declínio em sua inteligência. Logicamente proteger o cérebro das futuras gerações deveria ser uma prioridade ambiental – mas não é.”
(extraído de Christopher Williams, no livro Terminus Brain: The Environmental Threat to Human Intelligence
.)
(extraído de Christopher Williams, no livro Terminus Brain: The Environmental Threat to Human Intelligence
Rachel Carson: uma pioneira corajosa (e injustiçada)
Palavras inspiradoras que jamais devem ser esquecidas:
"É uma ironia pensar que o homem possa determinar seu próprio futuro por meio de algo tão aparentemente trivial como a eleição de uma pulverização com pesticidas. Se corre este risco – por quê? [...] Como podem os seres inteligentes procurarem dominar algumas espécies indesejadas através de um método que contamine tudo em sua volta e traga a ameaça de enfermidade e também da morte de sua própria espécie?"
(Rachel Carson, no livro “Silent Spring”
[Primavera Silenciosa], de 1962, o qual denunciou ao mundo efeitos deletérios do DDT, e que culminou no banimento e/ou restrição do uso dessa substância em diversos países.)
"É uma ironia pensar que o homem possa determinar seu próprio futuro por meio de algo tão aparentemente trivial como a eleição de uma pulverização com pesticidas. Se corre este risco – por quê? [...] Como podem os seres inteligentes procurarem dominar algumas espécies indesejadas através de um método que contamine tudo em sua volta e traga a ameaça de enfermidade e também da morte de sua própria espécie?"
(Rachel Carson, no livro “Silent Spring”
"Sociedade de risco", de Ulrich Beck
Todas as pessoas que trabalham com saúde coletiva deveriam ler o livro "Sociedade de risco: rumo a uma nova modernidade", de Ulrich Beck
, da onde tirei os importantíssimos trechos abaixo:
“Os cientistas insistem na ‘qualidade’ do seu trabalho e mantêm seus padrões éticos e metodológicos elevados (...) Desse próprio fato, uma não-lógica peculiar resulta de sua relação com os riscos [ambientais]. A insistência que conexões não são estabelecidas pode parecer boa para um cientista e louvável em geral. Quando se lida com riscos, o contrário é o caso para as vítimas; [o não estabelecimento de conexões] multiplica os riscos. Nesse caso a preocupação é com os perigos a serem evitados, os quais mesmo em baixa probabilidade possuem um efeito ameaçador. Se o reconhecimento de um risco é negado sobre a base de um estado ‘pouco claro’ de informação, isso significa que as contra-ações são negligenciadas e o perigo aumenta. Ao se aumentar o padrão de acurácia científica, o círculo de riscos reconhecidos que justificam ações é minimizado, e conseqüentemente, é concedida implicitamente uma licença científica para a multiplicação dos riscos (...) [Por isso,] insistir na pureza da análise científica leva à poluição e contaminação do ar, dos alimentos, da água, do solo, das plantas, dos animais e das pessoas. O que resulta então é uma coalizão oculta entre prática científica estrita e as ameaças à vida encorajadas ou toleradas por ela (...) O efeito [da substância] em pessoas pode ser somente e definitivamente estudado de forma confiável em pessoas. A sociedade está se tornando um laboratório. Mais uma vez, não encontramos nenhum desejo de discutir questões éticas, mas preferimos nos limitar completamente à lógica experimental. Substâncias são disseminadas na população em todas as formas imagináveis: ar, água, cadeias alimentares e produtivas, etc. E daí? Qual é a conclusão errônea? Apenas esta: a de que nada acontece. [...] As substâncias são administradas às pessoas, como ocorre com animais de laboratório, em pequenas doses [...] As reações nas pessoas não são sistematicamente pesquisadas e registradas (...) não são sequer notadas, a não ser que alguém relate e possa provar que tal toxina está sendo verdadeiramente maléfica à pessoa. Essa experimentação em pessoas acontece, mas invisivelmente, sem verificação científica, sem pesquisas, sem estatísticas, sem análise de correlação, numa condição em que as vítimas não são informadas – e com um ônus da prova invertido [para elas]”.
(Ulrich Beck, no livro "Risk society: towards a new modernity"
.)
“Os cientistas insistem na ‘qualidade’ do seu trabalho e mantêm seus padrões éticos e metodológicos elevados (...) Desse próprio fato, uma não-lógica peculiar resulta de sua relação com os riscos [ambientais]. A insistência que conexões não são estabelecidas pode parecer boa para um cientista e louvável em geral. Quando se lida com riscos, o contrário é o caso para as vítimas; [o não estabelecimento de conexões] multiplica os riscos. Nesse caso a preocupação é com os perigos a serem evitados, os quais mesmo em baixa probabilidade possuem um efeito ameaçador. Se o reconhecimento de um risco é negado sobre a base de um estado ‘pouco claro’ de informação, isso significa que as contra-ações são negligenciadas e o perigo aumenta. Ao se aumentar o padrão de acurácia científica, o círculo de riscos reconhecidos que justificam ações é minimizado, e conseqüentemente, é concedida implicitamente uma licença científica para a multiplicação dos riscos (...) [Por isso,] insistir na pureza da análise científica leva à poluição e contaminação do ar, dos alimentos, da água, do solo, das plantas, dos animais e das pessoas. O que resulta então é uma coalizão oculta entre prática científica estrita e as ameaças à vida encorajadas ou toleradas por ela (...) O efeito [da substância] em pessoas pode ser somente e definitivamente estudado de forma confiável em pessoas. A sociedade está se tornando um laboratório. Mais uma vez, não encontramos nenhum desejo de discutir questões éticas, mas preferimos nos limitar completamente à lógica experimental. Substâncias são disseminadas na população em todas as formas imagináveis: ar, água, cadeias alimentares e produtivas, etc. E daí? Qual é a conclusão errônea? Apenas esta: a de que nada acontece. [...] As substâncias são administradas às pessoas, como ocorre com animais de laboratório, em pequenas doses [...] As reações nas pessoas não são sistematicamente pesquisadas e registradas (...) não são sequer notadas, a não ser que alguém relate e possa provar que tal toxina está sendo verdadeiramente maléfica à pessoa. Essa experimentação em pessoas acontece, mas invisivelmente, sem verificação científica, sem pesquisas, sem estatísticas, sem análise de correlação, numa condição em que as vítimas não são informadas – e com um ônus da prova invertido [para elas]”.
(Ulrich Beck, no livro "Risk society: towards a new modernity"
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