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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Teoria da cognição de Santiago e a relação mente-corpo

Ao rever os novos conceitos propostos por Gregory Bateson e elaborados mais extensivamente por Humberto Maturana e por Francisco Varela na chamada Teoria da Cognição de Santiago (também conhecida como Biologia do Conhecer), Capra (1997) atentou para as implicações revolucionárias desse novo conceito da mente.

O fundamento central da teoria de Santiago é a identificação da cognição, o processo do saber, com o processo da vida. A cognição, segundo Maturana e Varela, pode ser entendida como a atividade envolvida na geração e na autoperpetuação dos sistemas vivos. Incluiria a percepção, a emoção, a linguagem, o pensamento conceitual, o comportamento, e todos os atributos restantes da consciência humana.

Segundo Capra, a teoria de Santiago da cognição "é a primeira teoria científica que supera realmente a divisão cartesiana entre mente e matéria, o que representaria dois aspectos complementares do fenômeno da vida, uma conexão inseparável entre o processo e a estrutura”. Além disso, “os sistemas nervoso, endócrino e imunológico estão sendo reconhecidos cada vez mais como um complexo e uma rede interconectada”.

Maturana e Varela (1991) afirmam que o sistema imunológico necessita ser compreendido como uma rede autônoma, cognitiva, responsável pela identidade "molecular" do corpo. Esse campo, denominado “imunologia cognitiva”, pode proporcionar novas aplicações clínicas para uso em diversas doenças imunológicas.

Para os autores, “uma visão sofisticada do conceito de saúde não se desenvolverá até que nós compreendamos o sistema nervoso e o sistema imunológico como dois sistemas cognitivos de interação, dois cérebros em conversação contínua".
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