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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Anvisa x Indústria de Agrotóxicos

As decisões regulatórias sobre o uso de agrotóxicos em qualquer país do mundo são de prerrogativa e responsabilidade exclusiva de órgãos governamentais. Não cabe aos fabricantes de agrotóxicos recorrer ao expediente de liminares com o intuito de suspender o processo de reavaliação dos produtos, alegando que não fizeram parte do processo de decisão. Cabe aos fabricantes apenas expor seus argumentos diante de tantas proibições dessas substâncias em outros países, justamente aquelas cujo uso a Anvisa está reavaliando, numa escolha muito apropriada. Esse deve ser o papel da indústria nos comitês: deliberar com a entidade governamental qualificada, não decidir por ela. Como já foi dito, muito sabiamente: nunca devemos ser contra os agrotóxicos --eles podem ser muito úteis; todavia devemos ser sempre a favor da saúde das pessoas e do ambiente. Que a educação e o investimento em inovação tecnológica permitam a criação e a propagação de métodos cada vez mais sustentáveis de agricultura, como já ocorre em muitos países da América Latina. Hoje, alguns poucos obtêm grandes lucros com a venda de agrotóxicos no país. E que retribuição que nos dão? As mortes e as doenças de muitos seres humanos e outros seres vivos. E, não obstante, ainda criam obstáculos para que o governo nos defenda!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Criminosos

Recebi da Helô e repasso para vocês terem uma idéia do nível que está a produção agrícola brasileira... Seus lucros estão sugando a saúde da população. 25 milhões de litros de agrotóxico adulterado que iriam para a sua mesa.

Prezados, Segue o link da notícia sobre a última peripécia da novela “Fabricantes de Defensivos agrícolas”. O produto que deu origem à inspeção foi o PODOS (que não estaria em produção na fábrica; soubemos depois que os reservatórios estavam cheios – confirmação gravada na ANVISA). Os outros foram identificados durante a fiscalização. A análise do processo para registro por um técnico da Gerência Geral de Toxicologia da ANVISA mostrou dados um tanto quanto confusos e a Gerência decidiu verificar. O que foi achado nas análises químicas e nos documentos da empresa não é o declarado nos processos de avaliação toxicológica que permite ou não a comercialização dos produtos.O jornalista não informou sobre os riscos que correm os trabalhadores rurais e as pessoas que consomem alimentos com resíduos desses produtos, como as neuropatias periféricas, pseudoparkinsonismo, falência respiratória, alterações hepáticas e renais, câncer, distúrbios na reprodução (anomalias em testículos, abortos precoces, malformações fetais), etc.Os termos da lei que chama essas empresas de produtoras de agrotóxicos é mais realista. Agradecemos o apoio.

Heloísa.

Operação simultânea da Anvisa e Polícia Federal apreende 2,5 milhões de litros de agrotóxico adulterado

Operação simultânea da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Polícia Federal apreendeu 2,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados em Londrina (PR) e Taquari (RS), nesta quarta (1) e quinta-feira (2). A ação também interditou a linha de produção de cinco agrotóxicos da empresa Milenia Agrociencias S/A, filial do grupo israelense Makhteshim Agan.Durante a ação, deflagrada simultaneamente nas duas cidades da região Sul, foi constatado que os agrotóxicos Herbimix®, Pyrinex®, Posmil®, Trop® e Podos® eram com adulteração na fórmula, sem autorização.A ANVISA apreendeu, ainda, os documentos com a ordem de produção desses produtos.A interdição é valida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. A Milenia Agrociencias S/A terá cinco dias para apresentar contraprova.

Investigação

As investigações, que resultaram na operação, começaram a partir de denúncia a respeito da adulteração do agrotóxico Podos®. Antes da ação, a ANVISA colheu amostras do produto no mercado e encaminhou para análise da Polícia Federal e do Instituto Adolfo Lutz. A perícia detectou que o Podos® era comercializado com formulação tóxica acima do permitido. O produto é registrado no Ministério da Agricultura mediante avaliação toxicológica efetuada pela ANVISA com padrões toxicológicos de classe III, ou seja, medianamente tóxico. O material colhido no mercado apresentou teores de toxicidade de classe I, isso é: extremamente tóxico.Com a formulação encontrada no mercado, esse produto pode causar, nos trabalhadores rurais que manipulam o agrotóxico, irritação irreversível da córnea e cegueira.
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