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Autoeficácia nas palavras do próprio Albert Bandura

Este artigo traduzido faz parte dos meus estudos de doutorado. Ele fornece um referencial teórico importante para estudantes e professores...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Metrô para o aeroporto de Congonhas

Mandei o email abaixo pra ouvidoria do metrô de São Paulo e pro Twitter do nosso querido governador José Serra, disponível no link abaixo:

http://www.twitter.com/joseserra_

UPDATE: o governador rapidamente encaminhou meus questionamentos e sugestões. Fiquei muito feliz com a rapidez da resposta. E muito grato. Gostei mesmo. Leiam o meu e-mail pra ouvidoria do metrô.

Por favor, não entendam mal, caríssimo governador e demais entusiastas do projeto. É realmente muita vontade que o projeto dê certo e ajude a cidade a crescer, mas com segurança. Entendo que é a versão ZERO e que ainda será aprimorada. O projeto da ligação do aeroporto com o metrô que eu critico aqui está em: http://www.metro.sp.gov.br/expansao/linha17/arquivos/port/diretrizes_basicas/rt_7000000_0V5_001_preliminar_revisao_0.pdf (veja logo antes que tirem do ar...)

Prezado ouvidor,

Sou médico e me preocupo muito com a segurança da malha metroferroviária.
Ao ler o documento intitulado DIRETRIZES BÁSICAS - RELATÓRIO SÍNTESE RT-7.00.00.00/0V5-001 Rev. Ø sobre a METRÔ LINHA 17 - OURO, 2 coisas me chamaram a atenção.
1) o traçado
2) a segurança das composições.

1) O traçado da linha a ser preferencialmente construída passa à beira da cabeceira noroeste da pista, o que poderia colocar em risco a segurança dos passageiros.Seria possível contornar este problema mantendo o traçado JAB10 a JAB60. A ligação com JUD30 (Aeroporto) Poderia ser feita com uma linha acessória, diferenciada, ou com a mesma linha. É comum a tarifação diferenciada e uma linha dedicada exclusivamente ao aeroporto, o que até auxiliaria na implementação do projeto.

2) O sistema monotrilho tem diversos benefícios como menor impacto à redondeza e a minimização da utilização do solo. Seu uso tem até potencial turístico, como nos monotrilhos urbanos de Sydney, para não citar os parques temáticos. Contudo, tendo o ocorrido no incêndio com o monotrilho maglev Transrapid na Alemanha, no qual as mortes foram atribuídas à ausência de uma possibilidade de saída de emergência associada à grande elevação em relação ao nível do solo, gostaria de saber se há previsto saídas de emergência, calçadas para pedestres, escorregadores, etc. já que não encontrei nada disso no supracitado documento.

Grato,

Carlos Fernando Collares

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Pra quem quiser saber mais sobre o acidente com o monotrilho da Transrapid (atualmente já usado em Xangai e do qual eu sou um fã assumido), o acidente também foi creditado à falta de um sistema automático anticolisão. Leiam: http://en.wikipedia.org/wiki/2006_Lathen_maglev_train_accident (é do Wikipedia, mas é bom).
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